Neste dia onde muitos filhos que podem e ainda tem o pai do seu lado saiba que vocês são privilegiados tendo a possibilidade de abraçar, cuidar, expressar seu amor de diversas maneiras e através de pequenos gestos. Há filhos que gostariam de estar no seu lugar... Mas, em um dia qualquer do passado, sem poder fazer nada, tiveram de abrir mão do seu amigão, paizão, companheiro de jornada...O vazio ficou, ninguém pode preenchê-lo, porque o tesouro era insubstituível.
Há filhos que ainda tem seus pais, mas neles não encontram um modelo a ser seguido, nem recebem deles qualquer gesto de amor. Nesses corações carentes existem perguntas que não encontram respostas para calar sua dor.
Ainda existem filhos que foram lançados no mundo em qualquer 'porto da vida', crescendo sem conhecer a figura paterna; esses filhos vegetam na existência, e quando conseguem superar os pesadelos que ecoam do fundo da alma, tentam dar aos filhos àquilo que gostariam de ter recebido.
Há os filhos que não 'suportam' a presença de seus pais. Engaiolados na sua prepotência, escondendo-se atrás da força juvenil agem com ingratidão e desrespeito àqueles que com esforço e zelo lhes deu amor, o pão diário, os estudos ( que não teve), sonhando um dia ver os rebentos crescidos e abrigados.
Há os filhos enjeitados,esquartejados, dilacerados, largados em lixeiras, à própria sorte. Como esquecer de tantos tipos de pais?
Nessa pequena reflexão desejo apenas destacar a saudade dos que partiram... Também desejo destacar os que ainda estão aqui, porém, impossibilitados pela velhice,por outras limitações, e que que não conseguem reconhecer os frutos que botaram no mundo. Esses, são os pais que estão presentes... Seus filhos sentem orgulho de ter tido pais tão especiais. Essa dor que não cala, envolve e maltrata, isso tem nome: SAUDADE.
Lembranças das brincadeiras, das peraltices, dos projetos feitos em dupla, da alegria do próprio existir.
Lembranças dos exemplos, dos conselhos, das exortações, do modelo a ser seguido.
Lembranças do não que na hora causava desconforto, incapacidade de entender, mas aceitando por acreditar que papai sabia mais.
Lembranças dos sacrifícios, do compartilhar do pão, de abrir mão do que desejou para si mesmo para dar ao filho o prometido, o esperado.
Lembranças que ficaram, que não vão morrer...
Deus na sua onisciência sabia da importância da presença de um pai, deixou-nos o exemplo, e ainda permanece cumprindo o papel que o papai terreno não mais pode, ou não quis, ou não desejou exercer.
Obrigada Senhor pela existência de todos os pais. Pela existência da família que tanto nos faz bem.
10/08/14
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